Automação de processos: saiba como e quais processos podem ser otimizados na sua empresa

Sua equipe fez automação de processos para realizar as atividades operacionais da empresa? Saiba como tornar a dinâmica de trabalho mais eficiente.

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10/29/20245 min ler

Copiar dados de uma planilha para um sistema, conferir informações repetidas e enviar notificações manualmente parecem tarefas simples. No entanto, quando essas atividades acontecem centenas de vezes, elas ocupam parte relevante da rotina das equipes. A automação de processos pode assumir tarefas previsíveis e baseadas em regras, mas sua implementação precisa começar pela análise da operação, e não pela compra de uma ferramenta.

Automatizar um fluxo mal organizado apenas acelera suas falhas. Por isso, a empresa deve compreender como o trabalho acontece, quais exceções existem e onde estão os gargalos antes de definir a tecnologia. Essa etapa ajuda a separar oportunidades reais de automação de problemas que exigem mudanças no processo.

O que é automação de processos?

Automação de processos é o uso de tecnologias para executar tarefas, movimentar informações ou acionar etapas de um fluxo com pouca ou nenhuma intervenção manual. A solução pode assumir diferentes formas, como integrações entre sistemas, workflows, scripts, robôs de RPA e aplicações personalizadas.

A automação não precisa cobrir o processo inteiro. Em muitos casos, ela atua em pontos específicos, como validar um cadastro, gerar um documento, atualizar um status ou encaminhar uma solicitação para aprovação.

Além disso, o tipo de tecnologia depende do ambiente. Uma integração via API pode transferir dados diretamente entre sistemas. Já um robô de RPA pode simular ações que uma pessoa realizaria em uma interface, especialmente quando a aplicação não oferece integração nativa.

Quais processos podem ser automatizados?

As melhores oportunidades costumam aparecer em tarefas frequentes, previsíveis e orientadas por regras claras. No entanto, a recorrência não basta. A equipe também deve avaliar o volume, o tempo consumido, os riscos envolvidos e a estabilidade do processo.

Atividades repetitivas e de alto volume

Digitação de dados, atualização de registros, emissão de relatórios e envio de comunicações são exemplos comuns. Quando seguem um padrão estável, essas tarefas podem ser executadas automaticamente.

Por exemplo, uma automação pode captar um arquivo recebido por e-mail, validar seu formato e encaminhar os dados para outro sistema. Ainda assim, a empresa precisa definir o que acontecerá quando o arquivo estiver incompleto ou apresentar informações inconsistentes.

Processos baseados em regras objetivas

Fluxos de aprovação, categorização de solicitações e validações cadastrais também podem ser automatizados quando as regras estão documentadas.

Uma solicitação de compra, por exemplo, pode seguir caminhos diferentes conforme o valor, o centro de custo ou o tipo de fornecedor. Nesse cenário, o workflow identifica os critérios e direciona a demanda para a pessoa responsável.

Integração e movimentação de dados

Muitas equipes mantêm controles paralelos porque seus sistemas não trocam informações. A automação pode conectar bases, atualizar registros e reduzir transferências manuais.

Contudo, a empresa deve verificar a qualidade dos dados antes de automatizar o fluxo. Informações duplicadas, campos inconsistentes e cadastros incompletos podem comprometer o resultado, mesmo que a tecnologia funcione corretamente.

Monitoramento e notificações

Automações também podem acompanhar prazos, falhas e alterações de status. Assim, o sistema envia alertas quando identifica atrasos, erros ou condições predefinidas.

Esse tipo de fluxo pode apoiar operações, atendimento, logística e gestão de contratos. Além de avisar sobre o problema, a automação pode abrir um chamado ou direcionar a ocorrência para análise.

O que não deve ser automatizado sem cautela?

Nem toda tarefa repetitiva deve ser entregue integralmente a uma tecnologia. Atividades que envolvem julgamento, negociação, interpretação de contexto ou decisões com impacto significativo exigem análise mais cuidadosa.

Processos que utilizam inteligência artificial também precisam de responsabilidades e mecanismos de supervisão definidos. O NIST recomenda que organizações documentem quais funções exigem acompanhamento humano e estabeleçam políticas proporcionais aos riscos do sistema.

Por isso, a automação pode preparar informações, organizar documentos ou sugerir encaminhamentos, enquanto uma pessoa mantém a decisão final. O equilíbrio depende do risco, da complexidade e das consequências de um possível erro.

Também não convém automatizar um processo instável, que muda com frequência ou depende de diversas exceções não documentadas. Nesses casos, a equipe deve primeiro revisar e padronizar o fluxo.

Como escolher os processos prioritários?

Uma lista extensa de tarefas manuais não indica, por si só, onde começar. A priorização precisa considerar impacto, esforço e risco.

A empresa pode avaliar perguntas como:

  • Quantas vezes a atividade acontece?

  • Quanto tempo a equipe gasta nela?

  • O processo possui regras documentadas?

  • Quais erros ocorrem com mais frequência?

  • Existem sistemas ou dados disponíveis para integração?

  • Qual é o impacto de uma falha?

  • Como o resultado será medido?

Ferramentas de mineração de processos podem apoiar esse diagnóstico. Segundo a documentação da Microsoft, o process mining utiliza registros de eventos para mostrar como os fluxos realmente acontecem, identificar gargalos, comparar variações e encontrar oportunidades de melhoria e automação.

A análise evita decisões baseadas apenas em percepções. Em vez de automatizar a tarefa mais incômoda, a empresa consegue identificar os pontos que realmente afetam prazo, qualidade ou capacidade operacional.

Como implementar uma automação de processos?

O primeiro passo consiste em mapear o fluxo atual, incluindo responsáveis, sistemas, entradas, saídas, regras e exceções. Depois, a equipe define qual problema pretende resolver e escolhe indicadores para acompanhar o resultado.

Em seguida, é possível construir uma prova de conceito ou automatizar apenas uma parte do processo. Essa abordagem permite testar integrações, regras e respostas a falhas antes de ampliar o escopo.

Durante a implementação, a empresa também precisa considerar:

  1. qualidade e disponibilidade dos dados;

  1. segurança e controle de acessos;

  1. tratamento de exceções;

  1. registros para auditoria;

  1. monitoramento do funcionamento;

  1. plano de manutenção e atualização.

Após a entrada em produção, a automação deve ser acompanhada. Mudanças em sistemas, campos ou regras podem interromper o fluxo. Portanto, monitorar erros, duração e volume de execuções faz parte da sustentação.

Processos melhores antes de automações maiores

A automação de processos gera mais valor quando elimina tarefas desnecessárias, melhora a circulação de informações e apoia objetivos definidos. Para chegar a esse resultado, a empresa precisa compreender a operação, organizar prioridades e medir o desempenho, em vez de automatizar atividades isoladas sem contexto.

A ART IT pode iniciar essa jornada com uma Design Squad, voltada ao diagnóstico, às entrevistas, ao mapeamento de prioridades e à construção do backlog. Depois, uma Agile Squad pode desenvolver e testar as automações de forma progressiva, enquanto uma BI Squad apoia a organização e o acompanhamento dos dados. Entre em contato com a ART IT para avaliar quais processos da sua empresa apresentam oportunidades reais de otimização.